31 de maio de 2012

Marley ou Lassie? Por Ana Paula Gonçalves



Ele era pequeno, cabia em uma das mãos. Ía onde queriam levar. ”Sempre no colo”, como recomendou a médica, por não estar ainda imunizado. A brincadeira no tapete central da sala era o melhor momento do dia. A família toda sentava no chão só para admirar aquela bolinha peluda correndo de forma desajeitada em direção a mão que alegremente se movimentava pelo chão imitando uma presa sorrateira e de repente se deixava abocanhar por algo que ainda exalava cheirinho de leite.
Todos da família amavam quando a bolinha peluda corria e se atirava nas pernas das pessoas com seu corpinho sacolejante, não havia ninguém que resistisse a pegá-la no colo e aproximá-la do rosto que era o principal alvo de suas lambidas e mordiscadas. Que graça quando a bolinha peluda arrastava o capacho da porta da sala para o meio do gramado e lá travava uma grande batalha com direito a rosnados e chacoalhões na inerte e agora empoeirada “presa” bravamente capturada.
Seis meses depois, a bolinha peluda era agora um belo cão de trinta quilos que alcançava qualquer lugar da casa com suas próprias pernas. Que ainda enxergava o mesmo tapete central da sala como seu principal pátio recreativo. A mão que por vezes tentava acariciar sua cabeça era a mesma presa sorrateira a ser perseguida. As pernas continuavam sendo o melhor caminho a se escalar e conseguir atenção das pessoas. Já o capacho da porta da sala... esse nem existia mais.
Para o belo cão tudo continuava igual, mas para a família a bolinha peluda se tornou um turbilhão de energia descontrolada, destruindo móveis, objetos, mãos, roupas e principalmente a paciência das pessoas.


CONVIVÊNCIA COM CÃES

Conviver com um cão é sempre uma experiência inesquecível, seja por histórias de obediência, coragem e lealdade como da famosa personagem Lassie, ou pelas atrapalhadas e às vezes desesperadoras situações narradas pelo dono do Marley, aquele famoso labrador da literatura e do cinema.
A verdade é que os cães se comportam de acordo com o ambiente em que vivem. Se houver regras claras e respeitadas por todosdesde a infância do cão, seu comportamento seguirá dentro dos limites dessas regras e o convívio será prazeroso. Caso contrário, o que vai prevalecer é uma descontrolada e explosiva empolgação, que pode trazer consequências nada agradáveis aos envolvidos.

ADAPTAÇÃO A ROTINA DA CASA

Quando um novo membro da família chega para ficar é preciso pensar em todas as questões relacionadas à sua acomodação, alimentação, rotina de atividades e enxoval necessário. Isso vale para bebês, parentes que são agregados a família e também para um novo animal de estimação, seja filhote ou adulto.
As crianças ficam anos na escola, lá interagem socialmente, aprendem regras de convívio, limites a serem respeitados, além de fazer novas amizades com frequência. Os cães são animais naturalmente sociais e, assim como nós, precisam se relacionar constantemente para serem felizes e se desenvolverem com saúde.
Além da socialização, o cão tem necessidades inerentes a sua natureza comoroer, farejar e gastar energia (física e mental). Quanto mais o dono conseguir suprir essas necessidades, mais seguro e equilibrado seu cão se tornará. A questão é de que forma oferecer estas oportunidades num ambiente doméstico, sem que os pés da mesa de madeira sejam confundidos com ossos para roer ou as visitas sejam vistas como invasores de território, que devem ser identificados (isso que dizer cheirá-las muito) e vigiados a cada movimento.
Com a elaboração de uma rotina de atividades e a utilização de recursos como brinquedos cognitivos,brincadeiras educativas e aulas de obediência, um cão pode se adaptar ao dia-a-dia de qualquer lar, entendendo o que é ou não permitido ou deve ser feito.

EDUCAÇÃO NA INFÂNCIA, JUVENTUDE E IDADE ADULTA

Os cães têm capacidade de aprender em qualquer idade. Mesmo animais adultos podem deixar maus hábitos de lado quando corretamente orientados.
Porém, quanto mais cedo se investir na educação do cão, melhores serão os resultados já que seu desenvolvimento pode serconduzido de forma preventiva, ou seja, evitando o erro, ensinando desde o inicio o que é correto. Um bom exemplo disso é fazer xixi e cocô no lugar certo. Sabemos que os cães têm essa necessidade e por que não levá-los ao “banheiro” em determinados intervalos de tempo, como fazem os pais com uma criança que está parando de usar fraldas? Desta forma, o cão vai entender que esse “banheiro” é o único lugar para se aliviar e conforme for controlando suas necessidades fisiológicas, seguirá por conta própria para o seu “banheiro” sempre que sentir vontade.
Normalmente os cães aprendem coisas erradas porque não foram apresentados às coisas certas. Andar na rua “conduzindo” seu dono a passos largos e apressados é um comportamento muito comum e aprendido porque simplesmente deu certo (para o cão!) e ninguém ensinou de outra forma. Quanto mais ele puxa a guia, mais o dono se apressa em segui-lo e assim vão os dois, parando a cada poste, árvore ou moita e correndo e latindo em direção a algum cãozinho que passa do outro lado da rua (cada susto!). Com tanto desgaste, o dono decide interromper o passeio, pois já perdeu a paciência e ainda corre o risco de cair e se machucar devido aos movimentos bruscos do seu amado pet. Qual o resultado desse passeio? Cachorro ainda cheio de energia e sem entender porque aquilo que estava tão legal acabou de repente e dono exausto e irritado, jurando que nunca mais vai levar o totó para passear!
Marley_ou_Lassie

DIVIDINDO BOAS EXPERIÊNCIAS

Atualmente os cães são muito bem aceitos emvários locais públicos. Essa conquista de popularidade tornou a vida deles ainda mais ligada a de seus donos, já que estes podem aliar suas atividades preferidas à companhia de seu cão. Levar ao shopping para fazer compras, ao restaurante num almoço de domingo, ao barzinho com amigos, viajar para hotéis ou pousadas durante as férias e até fazer trilhas ecológicas são atividades que podem dar muito prazer a ambos e estreitar bastante a relação de amizade e companheirismo.
Porém, para embarcar nessa moda,dono e cão precisam estar preparados. Primeiramente é preciso respeitar o espaço público e as regras de circulação dos animais nos estabelecimentos. Segundo, e tão importante quanto o primeiro, é ter certeza de que a atividade será vista de forma positiva pelo cão.

Por isso antes de sair de casa pense nessas questões:

  • Seu cão late quando se depara com situações estranhas para ele?
  • Num restaurante, ele não vai tentar pular na mesa para alcançar a comida?
  • No shopping, você para diante de uma vitrine, ele não vai fazer xixi no rodapé?
  • Não vai se estressar e se tornar arredio diante da intensa movimentação e barulho, típicos de um barzinho num domingo à tarde?
  • De férias na praia, não vai fazer cocô na areia?
  • Ele se deixa cheirar e interage com outros cães de forma tranquila e amistosa?
  • Caso escape da guia e você precisechamá-lo de volta, ele virá prontamente?

  • Sejam as respostas das questões acima positivas ou negativas, o importante é saber respondê-las e então, ao invés de desistir do passeio, buscar orientação de profissionais e fazer do seu cão a melhor companhia possível em qualquer hora e local.


    Vida de Marley ou Lassie? A decisão é de cada um!





    Ana Paula Gonçalves é Adestradora Comportamentalista da Tudo de Cão, cuja metodologia de adestramento foi desenvolvida com base em estudos científicos e interpretação da linguagem corporal dos animais.

    15 de março de 2012

    Como você leva seu cão dentro do carro?


    Ultimamente tenho visto muitas cenas imprudentes no trânsito, de motoristas que levam seus cãezinhos no colo enquanto dirigem, ou do carona que deixa o cãozinho com metade do corpo pra fora da janela!

    Gente, isso é muito perigoso! Tanto para o cão, quanto para que está no carro e para quem está na rua!!!

    O cachorro pode se assustar com algo e fazer com que o motorista pise no pedal errado, gire o volante violentamente, fique sem visão do trânsito... Fora que o cão pode inventar de pular de dentro do carro né!

    Vamos ter consciência e andar com nossos cãezinhos em segurança no carro?

    Fora que leva multa quem anda com seu cão no assento da frente, ou com a cabeça para fora do carro. A Lei diz para prender o cachorro ao cinto de segurança no assento de trás do carro.



    Eu adquiri recentemente um cinto de segurança muito legal, fica bem ajustado ao corpo e deixa ele completamente seguro!  Dica: Se alguém quiser, tem aqui:




    Agora, algumas dicas para quando você viajar com seu cachorro:








    Verifique se o seu cachorro consegue entrar no carro com segurança.
    Na euforia de "dar uma voltinha", cachorros de costas compridas,
    tais como da raça dachshund, podem se machucar,
    tentando pular para dentro do carro.
    É mais seguro você colocá-lo direto no carro.

    Se seu cachorro não está confortável nem costuma andar muito de carro,
    dê umas voltas perto de casa antes de começar a viagem.
    Vá a um parque que ele já conhece para que associe o andar
    de carro com uma experiência agradável.

    Lembre-se de que, como passageiros, os cachorros podem
    se machucar grave e até fatalmente, mesmo em acidentes com o carro
    em baixa velocidade. Utilize uma caixa
    de transporte ou um cinto de segurança próprio para animais.
     Há vários tipos de cintos para cachorros no mercado.


    Ao estacionar, procure um local com sombra.
    Não deixe seu cachorro sozinho no carro, mesmo que seja só por alguns minutos.
    Animais desacompanhados podem ser roubados ou até mesmo entrar em pânico
    quando se vêem sozinhos em ambientes estranhos.
    E, nunca deixe seu cachorro no carro sob altas temperaturas; bastam
    poucos minutos para que o carro fique tão quente, a ponto de causar
    insolação e desidratação. Temperaturas baixas podem levar à queda
    da temperatura (hipotermia), principalmente em cachorros muito velhos ou muito novos.

    Nas paradas, reveze com os outros passageiros de forma que seu cachorro
     fique sempre na companhia de alguém.
    Abra bem as janelas para deixar entrar ar fresco, mas não muito, senão ele pode sair!

            




    14 de fevereiro de 2012

    Cães debaixo da água

    Fotos muito legais de cães debaixo da água!


















    Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/semcensura/2012/02/13/caes-debaixo-dagua/?topo=84,2,18,,,84

    9 de fevereiro de 2012

    Enriquecimento ambiental

     
     
    Quem nunca foi “premiado” com móveis e objetos da casa transformados em brinquedos do peludo? Pés de mesas e cadeiras roídos, tapetes picados em mil pedacinhos, banquinhos transformados em verdadeiros “ossos recreativos”, sofás e almofadas que, de repente, são um amontoado de espuma!



    Este tipo de comportamento costuma ser muito comum em filhotes, mas pode perdurar por toda a vida adulta, se o cão for bastante ativo ou até mesmo ansioso em demasia.

    A boa notícia é que há meios de se prevenir e modificar este comportamento.


    Qual o motivo?



    Quando filhotes, os cães têm mais energia para atividades em geral. Além disso, com os dentes em fase de crescimento, costumam sentir desconforto na gengiva, o que gera a necessidade de roerem objetos para se aliviarem da dor.

    Além disso, uma rotina com poucas atividades faz com que os cães busquem algo para fazer. Isso mesmo! Cães que não tem o que fazer certamente encontrarão uma alternativa para o entretenimento!

    Neste mesmo sentido, cães ansiosos ou quando deparados com alguma situação específica (ao serem deixados sozinhos durante longos períodos, por exemplo), buscarão uma forma de aliviar a tensão.



    Enriquecimento ambiental



    As pessoas ainda precisam se conscientizar de que proporcionar desafios mentais e atividades para os cães é um dos itens mais importantes visando seu bem-estar! Aqui, vale a mesma regra: a melhor alternativa para que o cão de estimação não fique tentado a destruir móveis da casa é enriquecer o ambiente onde eles ficam a maior parte do tempo.


    Isto significa direcionar as atividades deles para algo diferente de roer os móveis e objetos da casa. E isto pode ser feito com ossos de couro, ossos recreativos, brinquedos que liberam comida, brinquedos feitos especialmente para serem roídos.


    Os cães costumam ficar entretidos por bastante tempo quando nós, os humanos, lhes damos as alternativas corretas e atrativas para se distraírem.


    É importante mostrar e incentivar o peludo a brincar com esses itens antes de deixá-los sozinhos, sem supervisão, durante estas atividades. Primeiramente, para estimulá-los a roer e valorizar o ato de brincar com esses itens. E em segundo lugar, para verificar se os brinquedos não se despedaçam em pedacinhos, que podem acabar sendo engolidos.



    Atividades


    Outra alternativa bastante útil é proporcionar ao cão atividades que lhe permitam gastar toda a energia acumulada. Cada cão, dependendo do porte, raça e temperamento, terá uma necessidade variável de gasto diário de energia.


    De qualquer forma, é instintivo que procurem sempre algo para fazer. Seus ancestrais viviam em matilhas, sempre em movimento em busca de comida, água e abrigo, revezando-se na defesa do grupo e cuidados com os mais jovens.


    Já os cães dos dias atuais muitas vezes vivem confinados em locais pequenos, com a comida fácil duas vezes aos dia e água à disposição. Uma vida sem grandes desafios ou atividades, o que pode gerar desvios comportamentais e levar à tal destruição de objetos.


    Assim, quanto mais atividades o cão tiver, menos energia e disposição ele terá para querer destruir móveis e afins. Caminhadas vigorosas, brincadeiras com bolas e frisbees, idas a locais com outros cães, onde possam se comunicar, brincar e correr, são alternativas para entreter o cão e permitir que tenha um dia a dia ativo.

     
    Prestando atenção nestes detalhes e seguindo as dicas acima, é certo que os móveis da casa deixarão de ser um atrativo, pois haverá coisas muito mais legais para se fazer!
     
     
     

    19 de setembro de 2011

    Meu cachorro me morde, é estressado, não obedece....



    Olá Pessoal!

    O que leva o cão a ficar estressado?

    . solidão
    .  falta de carinho
    . falta ou excesso de exercícios
    . rotina tediosa
    . ambiente agitado

    Quais são os sintomas?

    lamber as próprias patas, cavar, uivar, latir excessivamente, chorar e, em muitas às vezes, urinar e defecar em locais inapropriados, onde ele não estava acostumado a fazer.


    Gente, a maioria destes problemas tem uma solução muuuito simples, só que requer um tempo diário. Para que o cão passe a ser mais comportado, não morder tudo o que vê, e que seja mais tranquilo e feliz, a solução é simples: PASSEIO.



    Sim, passear com o cachorro é um ato quase milagroso para resolver estes comportamentos desagradáveis. Eles ficam muuito felizes e satisfeitos. Um passeio ao dia de 20 minutos para cães pequenos e de 40 minutos para cães maiores é ótimo para eles e com certeza pra você também!

    Quer deixar o passeio mais divertido? Faça corridas, ande de patins, skate, bicicleta.... Mas vá com calma, só faça isso se você tiver domínio do esporte, ok???

    Leiam este artigo:



    Já era de conhecimento no meio científico que os baixos índices do hormônio serotonina, responsável pela sensação de bem-estar no organismo, está associado à depressão e ansiedade. O que poucos sabiam, no entanto, é que até mesmo os cachorros também podem sofrer por causa da falta do importante hormônio. 




    Segundo revelou o site do jornal Telegraph cães que costumam rosnar com frequência e que se mostram agressivos podem estar, na verdade, deprimidos. A descoberta pode ajudar os estudiosos a tratar os diversos casos semelhantes que chegam aos consultórios veterinários.
    O estudo foi publicado no jornal Applied Animal Behaviour Science, que revelou os métodos utilizados na pesquisa. Segundo a publicação, foram coletadas 80 amostras de sangue de cães que se revelaram agressivos de uma hora para a outra. O sangue de cachorros com comportamento normal também foi coletado para auxiliar na comparação.
    Os resultados revelaram que os cães agressivos tinham uma significativa diminuição na quantidade de serotonina. Algo em torno de 278 unidades contra 387. Em compensação, o nível de cortisol, substância ligada ao estresse, era duas vezes maior nos animais agressivos.
    Com a descoberta, pesquisadores da Universidade de Zaragoza, na Espanha, disseram que, da mesma forma que antidepressivos são utilizados para auxiliar os humanos com depressão, os remédios também põem ajudar os pets.

    http://www.emporto.com.br/index/colunista-post/id/259/print/sim


    Então galera, bora passear com nossos cãezinhos???


    Informações:
    http://www.portaldacinofilia.com.br

    29 de junho de 2011

    Castração - Mitos e Verdades


    A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, “cirurgia cruel”, “mutilação do animal”, etc.. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.



    “A castração deixa o animal gordo”
    Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso poderá ser mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.

    “A castração deixa o animal bobo”
    Falso. O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele se cansará facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.


    “A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!”
    Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós-operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já estará ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continuará a ter vida normal.

    “A castração evita câncer na fêmea”
    Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade decâncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do órgão.

    “O macho castrado não tem interesse pela fêmea”
    Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

    “Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa”
    Verdadeiro. Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de um ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa. Nesse último caso, pode acontecer de animais continuarem a demarcar território mesmo após a castração, pois já adquiriram o hábito de urinar em todos os lugares.

    “Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria”
    Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica “frustrada” ou “triste” por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de câncer em glândulas mamárias, ela será 100% eficaz, segundo estudos, se feita antes do primeiro cio. O ideal é castrar o quanto antes.


    Para que castrar os machos?
    1. Evitar fugas.
    2. Evitar o constrangimento de cães “agarrando” em pernas ou braços de visitas.
    3. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar).
    4. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante.
    5. Evitar tumores testiculares.
    6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
    7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis comoepilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).

    Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas através da castração. O animal “inteiro” excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos. O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.

    Para que castrar as fêmeas?
    1. Evitar acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
    2. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta.
    3. Evitar piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
    4. Evitar episódios frequentes de “gravidez psicológica” e suas consequências como infecção das tetas.
    5. Evitar cios.
    6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
    7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).

    Fonte: http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=castracao.htm

    10 de junho de 2011

    Como cuidar de um cão abandonado


    Devido á inúmeras perguntas sobre como cuidar de um filhotinho achado na rua resolvi fazer este post. É bom saber que muitas pessoas têm coração bom e recolhem animais abandonados!


    Então vamos lá!


    O que fazer quando acho um filhotinho abandonado na rua?
    Verifique se ele está com a mãe por perto, se estiver o ideal é adotar a mãe junto! Se ela estiver amamentando, é imprescindível que não separe o filhote dela. Se estiver com os irmãos, mas sem a mãe, é provavel que ela tenha morrido atropelada, sei lá... =/
    Então leve o filhotinho pra casa e examine-o. Ele está com os olhos fechados? É provavel que nem tenha 10 dias de vida! Com certeza precisa mamar. Informe-se com a vizinhança se alguém tem uma cadela que está amamentando e tente colocá-lo com a ninhada para mamar junto.


    Se não conseguir....
    Compre uma mamadeira e dê leite morninho toda vez que ele chorar. O ideal é mantê-lo bem quentinho e perto de você até completar 1 mês.
    Após 1 mês pode dar ração batida no liquidificador sem água!


    Atenção: filhotes amamentados com leite de vaca podem apresentar vermes, então leve ao veterinário ou a uma agropecuária para pesá-lo e comprar um remedinho pra vermes!


    Uma barriga muito inchada pode ser sinal de que ele tem vermes, então medique o quanto antes, pois vermes mata!
    Cuidado também com pulgas e carrapatos. Quando novinhos não se deve passar remédio pra pulgas, então se você tiver paciência cate uma a uma... ( Eu fiz isso com o Logan quando era novinho....)

    Mas lembre-se: se você tiver condições, o ideal é levar ao veterinário!!!